sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Meu Grande Amor x

As tuas mãos nas minhas, os teus dedos a percorrerem os meus, a tua pele quente na minha pele fria. O teu dedo enrolado com o meu. O teu ombro a escaldar no meu. A tua cara a centímetros de mim. Mas que perfeição. Como me deixei envolver assim? Oiço lá ao longe os sons do filme e dos risos delas. Mas tu não te ris. Porquê? Olhas para onde? Estás a pensar em quê? Sentes o quê? Amas o quê? 
O teu dedo percorre a palma da minha mão, e sinto a garganta seca. O meu coração parece que permanece calmo, mas sinto uma espécie de vibração. Quase como se estivesse sintonizado c o teu. Envolvido com o teu, contigo. Ah, como quero aqueles lábios nos meus. Mas, e as miúdas? Mas, e o filme? Mas, e as nossas mãos? Mas, e o meu coração? Estou envolvida, caramba. 
Caramba, porque não tive a coragem de te beijar, como sabia que querias? Como sabia que eu queria? Caramba, como fomos infantis. Mas, eu amei-te tanto. Amei-te em segredo este tempo todo, e muitas vezes amamos uma pessoa em segredo de maneira que o sentimento passa a ser um segredo para nós próprios, continuamos a amar e nem sabemos que ainda amamos... Até o dia em que a tal pessoa aparece a nossa frente e o coração dispara e as pernas estremecem.

Mas como é agora? Passo a deixar-me envolver ainda mais? Como é que é?
Ainda te amo tanto, meu amor... Porque você se foi? Porquê?


x vou jogar no mar, flores para te encontrar. Não sei... porque você disse adeus. Guardei! O beijo que você me deu. Vou pedir ao céus. Você aqui comigo. vou jogar no mar, flores para te encontrar. Hey, you say goodbye, and I say hello. You say goodbye and I say hello x


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arranjei motivos para me esconder de tudo, de me proteger, e quando finalmente deixo de ter esta máscara, quem eu realmente sou, as pessoas simplesmente se afastam. Quando me conhecem de realidade, não este fardo alegre, sempre ativa, mas sim uma pessoa depressiva e calma, as pessoas têm medo de mim... As pessoas afastam-se devido às "más energias" que supostamente eu "atiro"; eu quando me vou a baixo, eu simplesmente me torno num monstro que ninguém pode controlar, só retribuo o que me dão. Estou cansada de viver neste fardo, mas quem me poderá ajudar? Já ultrapassei a fase mais negra da minha vida, mas mesmo assim, sinto-me tão em baixo... Será que eu sou assim? Quem sou eu, realmente? Experimento várias "pessoas", e simplesmente corre mal, e acabo por magoar outras pessoas, mas e eu? Eu prefiro receber uma bala a magoar os outros, será que ainda não entenderam isso?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Indiferença

O oposto do amor não é o ódio  , mas a indiferença . Quem odeia , lembra , briga , não distancia . O indiferente não . Ele silencia , ignora , despreza a presença e a ausência .











quinta-feira, 30 de agosto de 2012

- ranger

Desde este momento que não sei bem o que irei fazer … A pessoa que eu menos esperava , está a apaixonar-se por mim , e bem … eu não sei o que fazer … Tudo parece andar à roda e o mundo como eu o conhecia , está completamente mudado ! se eu pelo menos soubesse o que fazer , é que é tudo tão difícil de perceber . Não sei se estarei a agir corretamente , ao apaixonar-me por ele também . Não é que não goste de o fazer , mas sim ,  ter medo de ser magoada outra vez . A agonia aperta-se no meu peito e as lágrimas caem , sem avisarem . É tudo tão vago , neste nevoeiro espesso . Tento encontrar a saída deste local desconhecido , mas nada me é familiar , a não ser esta dor tremenda que me ataca o corpo , até aos ossos . Está a chover torrencialmente e sinto alívio nesta chuva fria , mas refrescante na pele. Quero tanto dizer adeus , mas a minha boca não me deixa . Já não controlo as ações do meu corpo , que tanto odeio .

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pulsos

Ultimamente tenho sentido uma vontade de voltar a cortar os pulsos... Não sei o que se passa comigo agora  ! A minha cabeça anda a mil e o meu coração anda doido. Olho para os meus pulsos e os flashbacks começam. Lembro-me da primeira vez que me cortei. Foi na casa da minha avó. Estava sentada no chão da cozinha a olhar para a faca afiada a reluzir. Engoli em seco e respirei fundo três vezes. Estava a tentar ganhar coragem de o fazer. Achava-me uma cobarde qe nem me cortar conseguia. Olhei de novo para a faca e aproximei a minha mão dela e elevei-a. Tudo estava mal. Tudo. A minha vida estava uma merda , a minha mãe estava a piorar cada dia que passava e o Red andava a ignorar-me. Toda a gente me fazia pressão. Parecia o colapsar das coisas em cima de mim, não me conseguia aguentar... E foi ai... Peguei na faca e espetei-a no pulso. Sangue vermelho começava a jorrar e a caírem pingas no chão. Ping. Cravei com mais força a faca e senti uma dor enorme. A minha mente agora só pensava na dor. Nos guinchos internos esbarrados na minha cabeça. Tudo estava um alvoroço. O meu coração batia mais forte e a minha visão estava repleta de vermelho-vivo e não conseguia ver mais nada. A luz da cozinha tornava-se ainda mais brilhante e fez-me chorar. Lágrimas gordas e cintilantes deslizavam pela minha cara e escorriam pelo meu peito deixando um rasto. Atirei a faca para longe e deixei-me contorcer no chão, rodeada de sangue. Soluçava e ardia de dor. Nada de comparou àquela dor. Sentia os meus ossos a vacilar, a tremer. Pareciam partir-se. Pus a minha outra mão por cima do profundo corte e chorei ainda mais. Sim, agora sim. Aquilo era dor. A dor verdadeira. 

Ainda olho para o meu pulso esquerdo e vejo a cicatriz. 



« foi a gata. »
« foi a jogar volei, qe me magoei »
« não faço a mínima »
« cai no quarto»
« tropecei ! que totó »
« não ligues, não é nada »

domingo, 12 de agosto de 2012

Silence is pure. It draws people together because only those, who are comfortable with each other, can sit without speaking .
Eu realmente não entendo estes sentimentos que se apoderam de mim. O meu estômago contraí-se; o meu coração desata a correr; os meus olhos ficam esbugalhados; as minhas sobrancelhas elevam-se e fico toda mole por dentro. É como uma vela que se derrete à medida que o tempo avança - realmente não o entendo. Todos estes dias a tentar esquecer aquele pateta; para depois me apaixonar outra vez . Mas... Mas desta vez foi mesmo recíproco, só que... enfim... Durou pouco tempo ! Porque afinal a distância acaba por destruir tudo , de uma maneira ou de outra .

« because we all need somebody to talk to , 
somebody that will listen , 
somebody that understands ... »